sexta-feira, 6 de junho de 2008

Quem salva?

Perguntou se o que me doía era a consciência. Eu te disse que o que me doía era não conseguir aceitar a pobreza em que me encontrava. E que eu não sabia até quando conseguiria ocultar com outros panos aquele outro, puído e desbotado, que eu precisava tecer todos os dias durante os meus dias inteiros e inventar meus encontros, minhas alegrias, forjar esperas e me cercar de falsos apoios.. naquele momento eu achava que não conseguiria mais continuar tecendo inventos e me enrolar em suas consequências. Perguntei se achava que minha fantasia realmente me doía, e que se me doendo, também te doía. E você usou os argumentos vazios do silêncio como a resposta. Quanta discrepância.. tu eras somente mais um momento.




Quantos mais até o fim?

3 comentários:

dona incógnita disse...

:)

Isabel disse...

quem salva?
nem sei.na verdade,nem sei se PRECISO ser salva.

Anna Oh! disse...

Se foi reflexivo até para quem leu, imagino pra vc...
bom, lindo post, palavras bem usadas e um tom de tomada de consciência. Belo blog!

Bjus e obrigada por visitar o Divã!