Perguntou se o que me doía era a consciência. Eu te disse que o que me doía era não conseguir aceitar a pobreza em que me encontrava. E que eu não sabia até quando conseguiria ocultar com outros panos aquele outro, puído e desbotado, que eu precisava tecer todos os dias durante os meus dias inteiros e inventar meus encontros, minhas alegrias, forjar esperas e me cercar de falsos apoios.. naquele momento eu achava que não conseguiria mais continuar tecendo inventos e me enrolar em suas consequências. Perguntei se achava que minha fantasia realmente me doía, e que se me doendo, também te doía. E você usou os argumentos vazios do silêncio como a resposta. Quanta discrepância.. tu eras somente mais um momento.
Quantos mais até o fim?
3 comentários:
:)
quem salva?
nem sei.na verdade,nem sei se PRECISO ser salva.
Se foi reflexivo até para quem leu, imagino pra vc...
bom, lindo post, palavras bem usadas e um tom de tomada de consciência. Belo blog!
Bjus e obrigada por visitar o Divã!
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